Novo Código da Estrada: 97% dos condutores portugueses chumbam em questionário

3 anos ago by in Código da Estrada

Quando questionados sobre as mais recentes alterações introduzidas ao Código de Estrada, 97 por cento dos portugueses encartados erram mais de metade das respostas, revela estudo da GfK desenvolvido para a Direct com o objetivo de analisar o conhecimento sobre as novas regras de condução, em vigor desde o início do ano de 2014.

Apesar de a maioria dos portugueses encartados (92 por cento) dizer ter conhecimento das alterações feitas ao Código de Estrada, muito poucos são os que passariam num exame de código, o que levou a Direct a alertar os condutores através de uma campanha de sensibilização junto de clientes.

Dos que dizem saber que existiram mudanças, apenas 0,1 por cento respondeu corretamente ao indicar que a taxa de álcool permitida para profissionais e recém-encartados passou para 0,19g/l.

A acrescentar, apenas 12 por cento sabe que o limite de velocidade em zonas residenciais passou para 20Km/hora. (ainda não está regulamentado)

Mais popular é a alteração na circulação nas rotundas, com 85 por cento dos inquiridos que tiveram conhecimento da mudança a responder corretamente, mas com apenas 1 por cento a saber dizer que a nova regra não se aplica a veículos pesados, bicicletas e carroças/animais.

O mesmo não se pode dizer em relação à alteração do tipo de testes feitos ao condutor em caso de acidente. Apenas 38 por cento tem conhecimento desta mudança, e destes, somente 21 por cento respondeu corretamente ao identificar como obrigatório o despiste ao consumo de drogas, para além do habitual teste do álcool.

Quando questionados sobre as alterações nas regras de transporte de crianças, apenas 12 por cento dos inquiridos sabe que os menores de 12 anos, com mais de 135cm, podem deixar de usar banco elevatório.

Desconhecido ainda é que o novo estatuto dos ciclistas, com apenas 12 por cento a saber responder que as bicicletas passaram a ter estatuto “idêntico” aos automóveis.

39 por cento também não sabe que passou a ser proibido o uso de auriculares duplos (phones) durante a condução.

O desconhecimento dos portugueses às alterações ao Código de Estrada, refletido neste estudo, levou a Direct a criar uma campanha de sensibilização que alerta para as mudanças existentes.

Infografia: portugueses desconhecem novas regras do código da estrada

O estudo foi realizado pela GfK para a Direct, entre os dias 9 de abril e 2 e maio de 2014, através da realização de 1200 entrevistas, num universo constituído pela população portuguesa condutora regular de viatura automóvel.

codigo da estrada 2015, multas transporte de ovelhas pt,

8 Responses to “Novo Código da Estrada: 97% dos condutores portugueses chumbam em questionário”


bruno oliveira
Dezembro 15, 2016 Responder

e vergonhoso em portugal qe nao aceitem os ciclistas na holanda belgica frança o ciclista e a paça mais importante quem nao respitar leva castigo aqui em portugal e sempre a mesma coisa

Lopes
Novembro 29, 2016 Responder

O PRINCIPAL MAL DOS CONDUTORES PORTUGUESES, É FALTA DE EDUCAÇÃO E RESPEITO PELO PRÓXIMO. NÃO É SÓ NA CONDUÇÃO É EM TUDO. NINGUEM QUER RESPEITAR REGRAS NEM LEIS, É A LEI DA SELVA SALVE-SE QUEM PUDER. HOJE FONCIONA ASSIM, E NINGUEM VENHA DIZER O CONTRÁRIO POQUE É SEGO E NÃO QUER OU É MUITO ESTUPIDO. E NÃO CONSEGUE VER A REALIDADE…..

Carlos
Abril 22, 2016 Responder

e tudo treta

Angela
Junho 3, 2015 Responder

No website http://www.testesdecodigogratis.com ainda há muitos utilizadores a falharem nas questões de cedência de passagem quando involve bicicletas.

Rui silva
Janeiro 4, 2015 Responder

Apesar das informações dadas no artigo serem que todas corretas.
Existem alguns pormenores que não estão corretos.
Por exemplo circular em zonas residenciais AINDA nao é obrigatória a velocidade máxima de 20 km/h.
Está realmente legislado mas não está regulamentado.
A outra é em relação aos velocípedes, eles não são equiparados aos automóveis.
Uma das mudanças em relação a estes veículos é que passam a ter prioridade numa intersecção no caso de se encontrarem à direita.

Luisa Almeida
Janeiro 3, 2015 Responder

Uma vez que os ciclistas são equiparados a automobilistas, é também obrigatório um seguro contra terceiros por parte dos ciclistas e a fazerem exame de código? É que se continua a ver que a maioria dos ciclistas não cumpre as regras de trânsito/código e ainda um dia destes vi um acidente em que um ciclista veio de uma rua com stop sem parar e embateu num veículo que circulava correctamente fazendo estragos na porta do veículo.

António Chaves
Maio 19, 2015 Responder

A maioria ??? em que factos você se baseia para tirar essa conclusão?
Todos os dias vejo automobilistas a desrespeitar regras de transito. Alias quem nunca o vez que atire a primeira pedra.
Não é por existirem umas quantas ovelhas negras que se vai culpar o rebanho todo.
O que falta em Portugal é respeito na estrada .
O verdadeiro problema de alguns condutores de automóveis é que acham que as estradas são para andar a abrir e que os ciclistas só os atrasam!
Não será esse o seu problema?

Licínio Fonseca
Abril 17, 2016 Responder

A chamada de atenção de Luísa Almeida é pertinente.
Não se contesta que há maus automobilistas, mas estes estão devidamente identificados pela matrícula que em caso de acidente e fuga pode servir para identificar o transgressor e o mesmo não acontece com os ciclistas.
Se um ciclista causa um acidente e foge, como o paramos? gritamos “volta Volta”? Corremos atrás dele e seguramo-lo pela gola do casaco?
Também não têm seguro obrigatório, como os accionamos?
Claro que esta mistura perigosa é culpa apenas dos totós de São Bento e todos os portugueses é que sofrem.
É tempo de voltar a separar os ciclistas dos automobilistas. Estradas para uns e ciclovias para os outros.
O verdadeiro problema de alguns ciclistas é que acham que as estradas são para andar a pastar e que os automobilistas só chateiam.
O que falta em Portugal é respeito na estrada na observância das regras do CE.
Não será esse o problema?

Leave a Comment


%d bloggers like this: